Herois de Amanhã - 39  

Posted by Diego Bastet



Diário de: Nike

Em nossa última aventura, nossos heróis continuam a explorar Mil Presas, até que após encontrarem uma passagem secreta atrás de uma sala de júri onde tudo indicava ser usada por um triunvirato, nossos heróis chamam acidentalmente de um grupo de quatro guardas. Sem conseguir fugir de um combate no entanto, nossos heróis enfrentam valorosamente os inimigos, mas não são perfeitos, um deles antes de morrer consegue chamar reforços, e de dentro do complexo mais oito figuras surgem.

Sem tempo pra pensar, e sabendo que tempo era algo fundamental, nossos heróis enfrentam também esses oponentes: Raagras sempre muito ágil quebra a formação de quatro duplas de Yuan-this de fogo com um explosivo que solta na com a abertura um gás gélido que parece de fato machucar os inimigos. Andors conjura algo sobre os pés de Érika e sugere aos companheiros que pisem onde ele marcou, sua magia brilha no chão com traços espessos emanando luz. Cibele presa em um local pouco estratégico acha por bem seguir os conselhos de Andors e caminha sobre sua magia, enquanto Brianna faz o ar a sua volta tremular e em seguida cobre seus aliados com uma fina barreira translúcida que logo desaparece. Cyridia aproveita que todos ali chamam a atenção menos ela e com um disparo perfeito derruba um deles numa só flechada.

Cyridia não é assim, mas a espada é igualzinha.

Os guerreiros Yuan-this não se abalam e em formação sopram fogo sobre nossos heróis, e nesse momento a magia de Brianna se mostra opaca e a medida que protege os beneficiados se torna mais e mais tênue.

Raagras avança com golpes duros sem conseguir acertar as móveis serpentes que giram facilmente no próprio eixo, e ainda assim avançam e avançam. Kasarat convoca o sol sobre Raagras que já aparenta ferimentos, e assim evita que os cortes se aprofundem.

Brianna percebe a força dos inimigos e apregoa o medo em seus corações conforme a luz em sua volta esmaece em alguns graus e vozes sussurrantes parecem nunca parar de dizer algo quase inteligível.

Cyridia se assusta com o efeito e se fere com a segunda flecha. A maga chama a atenção pra si, e a arqueira não consegue desvia-la; Cibele e Raagras tentam ataques combinados para manter os serpentinos longe da maga, ainda assim eles avançam e a própria Brianna segura um dos piores golpes com seu cajado.

Andors mostra a valentia e a técnica de seu povo, ao enfrentar sozinho um deles, usando um estilo de sabre baixo desconhecido para nossos heróis, ele derruba outra das ameaças.

Kasarat tenta virar o jogo usando uma magia de luz poderosa sobre as criaturas com o intuito de cega-las, e para surpresa do druida a coisa não acontece, mas dá tempo suficiente para que Andors e Cibele ladeiem um oponente e usem técnicas de esperteza e enganação para confundi-lo...assim eles conseguem feri-lo mas não derruba-lo.

Brianna com gestos vigorosos e sem palavras se concentra em um dos serpentinos e logo ele começa a se afogar e cuspir o próprio sangue enquanto segura em desespero o pescoço, Cyridia  o elimina em um flechada.

Vendo o poder da maga, outro Yuan-thi avança para tentar neutraliza-la. Cibele abre sua espada chicote e provoca um corte superficial e limpo no oponente que fica cego, ainda assim esses oponentes são vigorosos e não desistem da batalha, mostrando um respeito mínimo apenas para com Érika, que derruba um deles com um golpe vigoroso da espada matadora do povo serpente.

Cyridia com um tiro perfeito e rápido é quem derruba o ultimo dos serpentinos.


Cansados e feridos nossos heróis param por poucos minutos para recuperar seu fôlego e poderem continuar. Brianna diz estar drenada em mana assim como Kasarat, e as curas vão ser mais difíceis. Cibele propõe que a maga use o sangue dos Yuan-this para tal o que gera um brutal discussão sobre matar os inimigos ou não.

Érika recusa veementemente esse tipo de ajuda que exige sacrifício, mas a maga não se ofende ou se importa, deixando claro que não está sobre ordens da cabala e agirá como quiser.

Cyridia tem papel fundamental na discussão dizendo que vai executar os sobreviventes de qualquer forma, o que leva a um consenso: já que a coisa será feita porque não usar o sangue em proveito de nossos cansados heróis ?

Adaga. Tão depreciada em rpgs, tão mortal em uma batalha no mundo real. Muitos mais soldados e cavaleiros caíram para uma execução por adaga que para golpes honrados de espada.

Feitos os feitiços possíveis com o sangue, e os tratamentos mundanos adequados, nossos heróis seguem, ainda que Érika esteja debilitada, pois as curas com mana são muito inferiores as sanguineas.

Seguem pela construção natural cavernosa, que é bastante escura, em sua extenção nossos heróis notam dois caminhos, interpelados por portas de aço simples, porém fortes. Um dos caminhos era mais a frente e a esquerda, o outro mais próximo e a direita.

Ao decidirem entrar pela direita tem a agradável surpresa dela estar aberta, atrás de si a porta mostra uma sala de grandes dimensões, serviria como uma sala de banquetes de uma manção em seu tamanho.O cheiro do local é uma mistura de pelo e suor, como o ninho de um animal, no chão, no teto e em seu centro nossos heróis se deparam com gaiolas, no chão ou suspensas, nelas dividindo um espaço ínfimo de 1,5x1,5 vários morlocks jazem: tristes, machucados, famintos e assustados, muito assustados.

Antes de avançar para perto deles nossos heróis notam uma armadilha no chão, e Andors se livra delas conforme usa uma varinha que surge em suas mãos.

Numa das laterais dessa monstruosa cela gigante nossos heróis percebem uma porta secreta, um trabalho muito bem feito e que se não fossem olhos treinados de exploradores certamente não teria sido notado.A pedra natural, cortada seguindo seus veios, tornava o disfarce quase perfeito.

As buscas pelo mecanismo que abra o local se mostra infrutífera, e Brianna mais uma vez é quem resolve a situação, conforme usa um filete do próprio sangue para destravar seja lá o que for que trancava a porta.

Bonitinha, a sombra de Cibele, informa que em todo esse local ela não consegue atravessar as paredes. Conhecedores de magia arcana garantem se tratarem de feitiços de proteção importantes para locais que funcionem como escritórios, templos, quartos privativos.

A porta se abre deslocando-sealguns centímetros para trás e depois girando no eixo de suas molas, um pequeno corredor se abre e ao fim dele uma porta leva a um espaço equivalente a um quarto grande.

No quarto bem escondido nossos heróis encontram racks e estantes e nelas diversos equipamentos, como bons sabres e bestas noctielfos, uma adaga de adamante de construção anã ,uma espada pesada chamada Copeche, mochilas, cordas, poções. No entanto os itens que realmente chamam a atenção ali, tanto por distoarem do resto, como por brilharem suavemente em azul são dois machados de guerra cintilando em azul, e uma armadura pesada e escamada, como uma loriga, seus adornos são simples e belos: pelos escovados sob os ombros e elmo.

Expressivíssimo

Ao avistar os machados Andors diz se tratarem de trovão e tempestade, as armas usadas por Garred-mata-trolls. Nossos heróis pegam o que pertence a Garred, além de darem a Andors liberdade para que pegue as armas ou equipamentos que se sinta mais familiarizado.

Enquanto nossos heróis investigam os equipamentos e Andors pega alguns equipamentos de boa qualidade, Brianna pede um tempo com os cadáveres Yuan-this , afinal com a quantidade de sangue ali presente e com os corpos, ela pode criar algum  morto-vivo não inteligente que representará uma força de luta a mais para nossos heróis.

Deixando a entrada da direita nossos heróis notam uma porta em oposição a primeira que entraram, ela se mostra uma macabra e suja sala de refeições e nada mais.

Sem mais opções nossos heróis tomam a porta restante ao lado esquerdo.Como todas as demais portas estavam destrancadas exceto a escondida, Kasarat a toca com o intuito de abri-la, mas é atingido por um choque brutal em seu corpo. Cibele encontra o que ativa a armadilha, porém quando tenta usar suas ferramentas para sabotar a coisa, ela é quem toma o choque, além de perder as ferramentas.

Cyridia afasta os dois e toma pra si a tarefa da sabotagem, em sua primeira tentativa é lançada longe com eletricidade, mas não desiste e consegue em seguida destravar o mecanismo.

Armadilhas mágicas, sempre um saco.

A porta está firmemente fechada, e como não acham o barramento da mesma, Brianna mais uma vez usa de seu próprio sangue com o intuito de fazer sua magia. A porta se destranca conforme nossos heróis ouvem um baque subsônico.

Cibele decide ir na frente a abrir a porta, com o intuito de evitar novas armadilhas, a sala que se vê a seguir é grande e suavemente iluminada, a luz vem da parede leste onde se podem ver diversos fornos com brasas ativas, notam também jaulas, como as dos morlocks nas salas anteriores, mas elas estão abertas. Na sala é possível ver ainda diversas correntes, ganchos , grilhões e polias, a cena lembra um açougue e um prisão com salas de tortura. O lado sul da sala tem espelho d’agua, provavelmente vindo de um laguinho natural, além de racks com os mais diversos tipos de equipamento de tortura.Nas brasas dos fornos é possível avistar espetos longo sendo aquecidos. Na parede direita nossos heróis se deparam com imenso Yuan-thi de escamas verdes e peito amarelado, ele tem escarificações sobre o couro reptiliano, o Yuan-thi tem um desequilíbrio natural o que em alguém com pernas seria comparado a mancar, o mesmo se avultua sobre um prisioneiro, que está agrilhoado numa maca de tortura, com o barulho de nossos heróis a entrar ele os percebe e toma uma posição defensiva.

Numa das mãos o Yuan-thi empunha um espeto em brasa, na outra ele se arma com um chicote, cuja ponta é serrilhada com espinhos.

A cena que se segue é de uma batalha vigorosa, conforme Brianna avança conjurando sobre a criatura esferas de mana bruta e Cyridia aproveita o momento e dispara uma flecha. Raagras dá um tiro de sua carabina,mas passa longe. As brutais criaturas de Brianna avançam na defesa da maga:

Com quase dois metros e meio de altura e uma corpulência de 2 Raagras, a criatura vermelha e inchada , a criatura criada pela maga avança rumo ao combate. O torturador alcança a criatura com o espeto, e a mesma dada a sua composição jorra sangue.

Enquanto isso o esqueleto erguido por Brianna avança com as garras sobre o antes ser da mesma garra, mas é afastado com um gancho de direita na mandíbula.

Cibele tenta ganhar tempo aos amigos deixando-o cego, mas ele facilmente se livra do golpe nos olhos. Brianna levanta os punhos e parece puxar as energias a sua volta, mas quando termina sua conjuração, a criatura não parece ser atingida. A criatura de sangue se esvai de vez enquanto combate ferozmente o Yuan-thi, mas com tantas espetadas, o sangue que o mantém se acaba. O esqueleto se coloca entre o torturador e a ladina, mas pouco adianta.


Raagras se aproxima e decide combater o inimigo corpo-a-corpo, mas a habilidade do inimigo é impressionante, Cibele usa as sombras para teleportar-se e chega junto ao gigante gentil, cegando o Yuan-thi  e dando tempo aos aliados.

Andors se junta aos outros dois e desfere vários golpes rápidos com o sabre, mas nenhum é realmente efetivo, mas isso tudo deu tempo de Brianna sair de perto do mesmo e Cyridia de correr pra longe e engatilhar uma flecha, a tempo de dispara-la.Raagras ataca com golpes brutais, mas não atinge o inimigo. Cibele novamente cega a criatura antes de afastar-se para longe.Cyridia dispara uma flecha, Brianna dispara as esferas de mana, Andors e Raagras atacam ao mesmo tempo e então o inimigo finalmente cai.

Cansados e ofegantes, nossos heróis se colocam em pé e em condições com Magias e equipamentos mundanos. Ao se aproximarem do corpo preso na maca, nossos heróis vem que os mesmo estão são presos por um grilhão triplo, o conjunto prende os pulsos e o pescoço dos torturados, e as correntes estão dentro da pedra, e não apenas chumbadas nele.

                Dos torturados ali, há um morlock corpulento, com pinturas, ou tatuagens  pelo corpo desenhados em azuis. Esse não respira mais.

                Ao lado dele, na outra maca há um humano de cabelos loiros, sua cabeça pende, pendurada, Érika ergue a cabeça do homem: o homem parece ser já maduro, na casa dos 40 anos, sua barba e cabelos loiros palha não disfarçam as diversas marcas de tortura que sofreu. Seus olhos azuis revelam sua etnia kossoth, confirmada por Andors que se trata de Garred-mata-trolls.

“por que eu estou salvando mais um herói do Norte mesmo?”

                Cibele examina os grilhões, eles são mágicos, feitos de adamante, não permite saltos de teleporte e são muito difíceis de quebrar ou abrir sem a chave. Brianna alerta que além disso há um feitiço ali, do qual ele não conhece a natureza.

                Consciente o homem vê ali os heróis, parece reconhecer Érika e com certeza reconhece Andors, e agradece serem seus salvadores.

                Indagado sobre os demais companheiros , apenas responde que Birgund e Léria foram feitas em pedaços, Andors leva um golpe brutal com a resposta e se afasta mergulhado em dor, nossos heróis, sem saber exatamente do que se trata se focam em abrir os grilhões.

                Já que Brianna tem habilidades de falar com os mortos, e que sabem que há um feitiço ali, decidem que antes de gastarem inúmeros recursos desnecessariamente, vão perguntar e obter informações, com sorte conseguiriam evitar feitiços maiores, e o corpo responde a necromante as seguintes questões:

- Como são abertos os grilhões?
R = o corpo não responde.
-Onde está  o que abre os grilhões?
R= com o mestre supremo
-Onde está o chefe supremo?
R= No templo
-O que a magia dos grilhões faz?
R= um alarme ao alto-sacerdote
-Como se desativa a magia?
R= Kavit Sanacassa


Satisfeitos com o sucesso de conseguir a palavra chave que desativa a magia, Brianna toma a frente e perto dos grilhões ela quebra a magia. Assim Cibele e Cyridia vão tentar sabotar as algemas, mas Garred pede para tentar fazer isso por si mesmo.

                Concentrado o homem se fixa nos grilhões, e rosna baixo. Kasarat conjura algo sobre o homem que continua concentrado. E puxando lentamente os grilhões, aos poucos os elos de adamante se rompem, inclusive os do pescoço.

                Já liberto Garred fica satisfeito não só com sua liberdade, mas também por saber quem são nossos heróis e que eles trouxeram seus equipamentos.

                A emoção do arqueólogo e visível conforme ele segura sua armadura e seus machados. Com pouco cerimonial e sem ouvir os argumentos de nenhum de seus libertadores ele apenas diz que vão libertar os morlocks, e logo seu heroísmo contagia Érika a pura... e sem nenhuma razão e agindo por emoções e ideais de liberdade, decidem que soltaram os morlocks presos.

                O trabalho é dividido, Cibele, Cyridia, Andors vão abrir as celas enquanto Garred vai tentar restaurar a fé dos cansados e maltratados morlocks.

                As palavras de Garred soam como o trovão, vendo seu heróis em pé, os morlocks são contagiados com uma fé e uma emoção que se sobressai ao cansasso e medo. Uma vez libertos, os morlocks recuperam seus espíritos e se juntam sobre a bandeira de Garred.

                Brianna contabiliza 225 morlocks soltos, e com todos esses libertos eles vão seguir o caminho até onde o resto da cabela ficou. Na sala do júri 3 guardas foram engolfados pelas ondas de morlocks, com Garred a frente a turba de morlocks avança sem parar rumo a cauda da serpente.

Cibele já coça as têmporas por causa desse “jeito kossoth de ser”...

                No local protegido onde Isaack, Siegrifid e Celeste ficaram o silencio reinava, exceto por Celeste que tagarelava com seu gato e pelo metal roçando contra metal de Siegrifid afiando as armas. E é ele mesmo quem nota que algo grande está vindo, conforme Isaack e Celeste se preparam para seja lá  que for, a cena que eles vem começa com Cibele surgindo das sombras, seguida por Garred, Brianna, mrolocks e Kasart em sua forma leonina com Érika montada nele a pelo.

                A cena causa algum estranhamento, mas não mais do que a seguinte, os libertos morlocks pulam na água e deixam mil presas a nado mesmo, evitando os redemoinhos profundos das águas.

                Celeste puxa o barco com os mais feridos e com os heróis, rumando para nossa fuga. A nado ou de barco  eles vão até as docas do outro lado da ponte de mil presas, saem assim no meio do distrito Yuan-thi, marcham  então até uma construção que se mostra uma grande arena, os Yuan-thi ali são varridos pelos morlocks.



                Marchando como um pequeno exército, juntos, todos voltam para o distrito onde deixaram chefe Udarra, os últimos morlocks e Lucian, Luna, Lindriel são pegos pela surpresa de tanta gente chegando junto.

                A conversa entre todos é um momento essencial de troca de informações, e onde todas as cartas são postas na mesa. Garred informa que sabe sobre a existência de uma arma deixada por savit e tem uma pista de onde ela está, Não sabia no entanto dos tsokares e sua participação nisso.

                Chegou a investigação porque em suas pesquisas achou informações sobre Yuan-this , provavelmente plantados pelos lideres da intenção dos serpentinos, o sacerdote que pretende trazer Sertros plantou uma teia de influencia e ele e seus homens caíram nisso.

                Garred sabe dizer ainda que conforme suas descobertas no subterrâneo que com ajuda de Sahulks, Yanzul, sacerdote supremo dos Yuan-this conseguiu o crânio de Sertros. E assim pretendem despertar seu deus morto.



                Foi ainda até Dakani, falou com os senhores dos fogos dos drow, inimigos jurados de Yuan-this e conseguiram mais informações, e assim seguiram buscando as informações... e depois das cartas trocadas, esses são os relatos por parte de Garred-mata-trolls:

“Há mais acontecendo em Araka'klis do que é aparente. Os yuan-ti estão preparando algo grande, e que não afeta apenas as pessoas daki, mas toda a superfície. Vocês descobriram parte disso por vocês mesmos: Sertrous, agora conhecido como Rei sem Cabeça. Muito tempo atrás, na era da magia, os yuan-ti tinham um imenso imperio, eles controlavam efetivamente todo o Submundo; e Sertrous andava entre seu povo, um verdadeiro deus vivo.
Eventualmente os yuan-ti voltaram-se para o mundo da superfície, e desafiaram o poder de Thassilon. O império das sete virtudes mas dos sete pecados apenas conseguiu os impedir, sem nenhuma grande vitória, até o surgimento de uma heroina chamada Savith, que liderou um exército combinado de povos unidos para dentro de Araka'klis, a fim de esmagar as serpentes de uma vez por todas. Lá, Savith encarou Sertrous e o decapitou, finalmente quebrando o imenso poder mágico do império serpente.
Sem dúvida vocês notaram que há mais de um tipo de serpentário, os grandes, fortes e brutos, e os espertos e hábeis, donos de grande magia, Além deles também haviam um terceiro tipo, os filhos favoritos de seu deus, sua casta governante, tão temíveis como qualquer arque-bruxa. Naquela época haviam mais desses espertos e de seus senhores, os chamados "alta casta" - aparentemente esses degenerados somente eram criados para guerra.
Mas com a derrota de Sertrous o império caiu em declínio, seus sacerdotes e casta líder sem seu grande poder. A maior parte dos alta casta entraram em um estado de suspensão animada, e pelo jeito sem os líderes e seu deus acabaram se degenerando no que vimos hoje.
Ocasionalmente, porém, um alta casta ainda acaba nascendo hoje em dia. E um deles, um sacerdote de Sertrous chamado de Vyr-Azul, planeja ressuscitar seu senhor. Ele não apenas o planeja, como na verdade encontrou o crânio indestrutível de Sertrous, e acredita que pode reunir seu corpo com sua cabeça e com isso trazê-lo de volta à vida e a seu poder antigo; sendo assim o arauto de uma nova era, restaurando o poder dos Sarrukh e com isso revitalizando e evoluindo os yuan-ti, para assim trazer de volta seu antigo império.
Escolásticos dizem que mesmo no ápice de seu poder Thassilon sofreu contra os yuan-ti, e só os derrotaram em um esforço conjunto com outros povos como Dahkhani, Suel, Baklunish, Gol'gan e Elarafia. Nossa civilização não é nem de perto tão avançada hoje em dia. Somos muito frágeis, divididos e briguentos para nos unir contra eles. E imaginem ainda caso os draconianos e os serpentários se unissem, nem que temporariamente, em seu ódio por nós de sangue quente. Na melhor das hipóteses seriamos todos escravizados; na pior, seriamos usados de comida e exterminados. Foi o que aconteceu com meus amigos que não cairam em batalha - devorados vivos. Vivos.
Mas aqui nós temos uma oportunidade de evitar esse destino. Eu não sei se Vyr'zul é capaz mesmo desse ritual, ou a que ritmo isso anda, mas sei que enquanto conversamos os yuan-ti se recuperam da derrota em Mil Presas e preparam seu exército para defender seu Santuário da Serpente.
Eu fiz uma aliança com os morlocks em nosso tempo no subterrâneo, como bem notaram, e eles me contaram de suas diversas lendas, incluindo uma muito util: Uma poderosa arma que foi usada contra os yuan-ti no passado, e que seus antepassados esconderam em uma construção chamada por eles de Labirinto do Caçador. Eles acreditam que sem essa arma, e sem o exército dos ancestrais, é impossível derrotar os yuan-ti.
Suas lendas contam que savith tinha um exército de povos diversos, com poderosos aliados escolhidos à dedo, que atacaram em massa o coração do império yuan-ti e com uma grande arma destruiram seu deus. Talvez se pudermos imitar seus feitos, se colocarmos um exército nosso contra o dos yuan-ti, consigamos colocar vocês dentro do Santuário para poder usar essa arma.
É uma esperança”