Anjo Salvador 03  

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Sessão 03


Cidade de Wayfalls - Nigallin - Rei 7 de 588E


“Nós sabemos que tu és da Brigada, não adianta fingir”, rosnava Reiny Pyle, para a capturada membro da Brigada. A mulher estava de joelhos, com os pulsos amarrados atrás do corpo, enquanto os cadetes a cercavam, impassíveis. O local era um casebre da parte pobre da cidade, pouco mais que uma choupana de chão batido, a muito abandonada, provavelmente com seus moradores tendo morrido na Guerra ou pela Peste.

“Fale logo. O que fizeram com o marques?”, ele se impacientava. “Onde estão escondendo ele? Você estava com seu comandante Algus; para onde ele foi?”, bufou, e então estralou os dedos. “Talvez uma surra solte sua língua, então?”, disse por fim, acertando um soco de direita no rosto da prisioneira, a fazendo cair de lado em um gemido. Sem perder tempo ele a pega pelos cabelos e a coloca de joelho novamente, preparando outro golpe.

“Basta, Reiny”, interrompe Roderic. “Não precisa de tanto.”

“E por que não?”, rosnou Brenni. “Ela é uma sangue ruim, faria o mesmo conosco se tivesse a chance”.

“Essa não é a atitude de um bom Aleniano”, responde Laura, consternada com a selvageria de Reiny.

“Roderic tem razão”, responde o volumoso Berforan, antes de se abaixar perto da moça com seu cantil. Ele lhe oferece um pouco de água, a qual ela usa para impar a boca e cuspir o sangue.

“Me toma por uma garotinha de olhos brilhantes, filhote?”, rosna a moça, corajosa de fato, mas mínima perante o vasto cadete. “De fato considera que comprarás minha amizade oferecendo-me água?”

Ian posicionava-se de guarda na janela de madeira fechada, espiando o lado de fora e mantendo-se fora da discussão. Reiny se aproxima de novo da moça.

“Ouça bem, uma vasta hoste junta-se conforme conversamos, com os guardas de honra do duque os encabeçando, hoste que está pronta para varrer do mapa sua Brigada”, ele fala em uma mistura de sorriso e rosnado “Vós morrereis. Vós sereis caçados e abatidos como os porcos que são, pois essa é a recompensa de um bandido. Mas tu, suína, tu és sortuda: Conte-nos o que desejamos saber, e tu poderá manter teu bacon de bandido”. Continuou então, pausadamente. “Então: Onde. Está. Algus?”

“Por que diabos eu saberia?”, ela responde, desafiadora, e Reiny reage se movendo até ela e lhe acertando uma joelhada queixo acima, sua brutalidade física arremessando-a para trás.

“Eu não admitirei vossa língua suja, bandida!”, grita Reiny, lhe apontando o dedo indicador. “Aprenda a segurá-la dentro de vossa boca, ou serei obrigado a separar-te dela!”

“Chega, Pyle!”, Roderic se coloca entre os dois. “Tu estás deveras exaltado para realizar tal interrogatório. Não faz-se necessário tratá-la de tal forma. Olhe em seus olhos; ela nos odeia com todas suas forças!”.

“E a recíproca é verdadeira!”, rosna Mildred, ao lado do irmão que concorda.

“Isso tem de parar. A brigada será derrotada. Atitudes como essa apenas pioram a situação”.

“É uma sangue-ruim Roderic, não merece vossos cuidados”, reprime Brenni, desgostoso.

“O próximo que relar um dedo na prisioneira, há de se ver comigo”, se interpõe Laura, que abaixada ao lado da moça limpava o ferimento em seu rosto, ajudando-lhe a recobrar total consciência.

“...eu... não sou... bandida...”, disse, sendo colocada de joelhos novamente.

“Não? Diga isso aos homens que assaltaram e mataram nas estradas!”, rosna Brenni.

“Hmph”, a mulher cospe sangue ao chão. “Vós nobres sois todos iguais. Acham que todo homem nascido fora das muralhas de um castelo é menos que humano. Nós lutamos por esse reino arriscando nossas vidas”, pausa, pegando ar “Eu lutei nessa guerra mais anos do que vocês estudaram em vossa preciosa academia. E no momento em que a guerra acabou... vocês nos jogam às ruas”. Encontra então, a força para encará-los nos olhos, seu espírito desafiador, mesmo que apenas às beiras da consciência. “Por que acham que sois especiais? Nascimento? Sangue? Que diferença isso faz?”

“Vós sequestrai homens por recompensa em dinheiro e ainda ousas comparar-te a nós?”, diz Reiny de seu canto, claramente enojado.

“Não! O sequestro do marquês não foi plano de Algus. Ele jamais mancharia sua honra de tal forma”.

“Então diga-nos. Se não o comandante Algus, então quem o planejou? Se não ti, quem é o responsável por tal ato?”, pergunta Roderic. A mulher porém se mantêm em silêncio. “Ainda é tempo de fazer as coisas diferente. A hoste que ele mencionou é real. Não permite que teus companheiros morram em desonra pelos atos de poucos. Diga-nos o que precisamos saber, e limpe vossa honra!”

Ela suspira, e após alguns instantes diz, relutante. “...foi Garnold...”

“Garnold Amon, tenente-comandante da Brigada”, diz Ian, virando-se para a sala e pronunciando-se pela primeira vez.

“Então FOI de fato a Brigada que tomou de assalto o marquês”, diz, enojado, Reiny.

“Não. Nós não somos como Garnold. Nós lutamos para acabar com a aristocracia, não para nos tornarmos ela. Nós queremos ser tratados como iguais; como os homens de honra que somos.”

“Honra? O que uma sangue-ruim entende de honra?”, provoca Mildred.

“Então, onde se encontra o tenente-comandante?”, pronuncia-se o imenso Berforan, silenciando as provocações. A prisioneira de primeiro fica em silêncio, mas é incentivada pelo olhar de Laura a dizer.

“...ele iria para o Covil da Marmota Parda...”, diz, por fim.

“Marmota parda? Onde demônios localizaria-se isso?”, xinga Reiny, provocando um olhar fulminante na devota Laura.

“O Ermo de Savis. É uma espécie nativa da região. Alguns Selvagens viviam em vilas ao redor do Ermo. Não é longe das terras de minha família”, responde Brenni, relembrando-se de seu conhecimento da região, tão vasto quanto a circunferência abdominal de Berforan.

“Certamente que os encontraremos lá”, concorda Mildred.

“E poderia lhes perguntar como têm tanta certeza?”, indaga um incerto Reiny, provocando sorrisos largos dos gêmeos.

“Tu não és de Nigallin, não saberia, mas os Selvagens chamavam suas casas de Tocas, ou, Covis”, diz Ian de seu canto.

“Pois bem, é para lá que iremos. Amarrem a prisioneira. Caso esteja dizendo a verdade ela será libertada lá”, ordena Roderic, ao passo que todos começam a se preparar. Ian lhe lança um olhar de dúvida.

“Um momento à sós, milorde?”, diz Ian, dirigindo-se para fora.

Os dois jovens deixam os outros dentro da pequena choupana e conversam na garoa lá fora.

“Eu não acredito que essa decisão seja de todo sábia, Roderic”, diz baixo Ian, se esforçando para não questionar a autoridade do amigo de infância.

“E por que o diz, Ian?”

“A viagem às terras dos Belsrow irá demorar talvez mais de dois dias; não apenas teríamos de alimentá-la e cuidar dela, bem como contentar com o risco de que ela tente um ataque”. Ele olha longe e então completa: “Também, acho que ela já sofreu o suficiente.”

“E se ela estiver mentindo?”

“Eu não acredito que ela esteja, milorde.”

Roderic sorri, e coloca a mão no ombro do amigo. “Tu és mais sábio que eu, Ian”.

“É meu dever, milorde”


***

Arredores do Ermo de Savis - Terras de Ninguém - Rei 10 de 588E

Os Ermos de Savis é uma região de planalto árido. Distante do litoral Sul, a região se estende para nordeste até onde vai a vista, marcando o fim do território de Eimland e o início das terras bárbaras. A região é conhecida pelas suas colinas áridas, riachos e bosques muito esparsos, vegetação dura e, mais importante, pelas diversas construções religiosas de pedra deixadas pelos povos antigos, que em alguns lugares marcam o ermo como dentes pagãos saindo da terra seca.



A viagem toma dos cadetes alguns dias em ritmo semi-acelerado. Sua viagem os leva por territórios onde a investida das Lâminas Gêmeas já é observável, redutos e esconderijos onde a Brigada escondia seus soldados plebeus que foram levados ao chão pelo poderio das armas nobres. Por todo o Território mais batalhas desse tipo eram travadas, nesses dias que seriam cruciais para o desmantelamento das forças principais do exército da Brigada.

Passaram e descansaram nas terras dos Belsrow antes de seguirem mais rumo à nordeste, para os arredores dos ermos. As vilas em que procuram sinais de ocupação dificilmente poderiam ser chamadas como tal, porém. Construídas da pedra da região, ou ainda com a madeira rústica local, as casas são simples, e em um estilo diferente das terras civilizadas, mas chamar seu aglomerado de “vila” é um grande elogio; os locais estão abandonados a tempos, as casas sem tetos, paredes ou ambos, pouco mais do que ruínas abandonadas.

Eventualmente aproximam-se da terceira vila, já é entardecer e estão cansados, mas seguem o mesmo protocolo das outras vezes; descem de seus cavalos e se aproximam subindo uma colina, a fim de evitar chamar a atenção quando, para sua surpresa, de fato encontram sinais de vida ali. Jogam-se entre a vegetação rústica quando ouvem vozes falando colina acima.

“Então ouviste? Sobre a Ordem? Eles tencionam acabar conosco de vez, ao que parece”, diz uma voz feminina.

“Huh-huh, eu ouvi. E o que será de nós?”, diz um homem, que aparece à vista dos cadetes na beira da colina, que abre a frente de suas calças e alivia-se no barranco descente.

“Eu digo para esquecermos essa guerra e fugirmos. Não há nada para nós aqui”

“Tu tens razão. Algus há de nos levar apenas para nossas tumbas...”

“Isso é bastante claro. Mas se Deus permitir o resgate do marquês será o suficiente para que possamos deixar essa vida e partir para sempre”, responde a voz feminina quando o homem termina, também indo para a borda da colina e observando o por do sol ao longe.

“E para onde tu pretende ir?”

“Sul. Para longe dessa terra abandonada por Deus. Além dos mares talvez. Começar uma nova vida.”

“Filhos?”

“É. Deus não tiraria de mim novamente, não é mesmo?”

“É bom ac...” e então para, ao observar entre a vegetação os cadetes. “A Ordem... eles estão aqui! Avisem ao comandante!”, ele grita, sacando as armas e preparando-se para uma luta.

Os oponentes, apesar de numerosos, são pegos de surpresa. Dois besteiros, dois soldados e um lanceiro em armadura leve, junto do homem que se aliviava, com armadura pesada e os liderando em combate, fazem frente aos cadetes, observados por talvez mais uma meia-dúzia, ferida ou cansada, que os assiste apreensiva de dentro das ruínas, sem se envolver no combate.

Os cadetes precisam subir a colina com esforço, dando vantagem aos oponentes em terreno elevado, mas pouco a pouco vão ganhando terreno e derrubando seu adversários, sua técnica e treinamento superiores servindo como alavanca contra os soldados da Brigada. Encontram um desafio à altura no líder dos oponentes, um soldados experiente que sabe como contra-atacar a maioria dos truques lançados pelos cadetes. Enquanto recua ele ordena que os outros se retirem, e tenta proteger a porta de uma casa maior e em melhor estado, talvez um salão comunal ou templo antigamente. “A Ordem está aqui, senhor!”, “Eles estão ganhando território!”, “Comandante, a Ordem! Ponham as diferenças de lado!”, gritava, conforme lutava, mas eventualmente um poderoso golpe de Reiny conecta, abrindo-lhe o peito por baixo da cota de malha e o mandando ao chão.

Roderic se aproxima do soldado moribundo. “Te vejo no inferno... cão nobre”, rosna para ele o soldado, dentes manchados de sangue e ódio no olhar.

“Afogue-se em sangue então”, diz um enojado Roderic, que logo recebe um olhar mortal de Ian. O cadete fita seu amigo por alguns instantes antes de sacar rapidamente sua espada e em um golpe certeiro no coração terminar o sofrimento do inimigo. Os dois não trocam nenhuma palavra e apenas se olham, enquanto aqueles que apenas observavam debandam, fugindo colinas abaixo à pé ou a cavalo. Ao longe dá para notar que a maioria está de alguma forma ferida. Os dois amigos são interrompidos então pelos gritos de Laura e Brenni vindos de dentro da casa comunal.

“Calhart, tem alguma coisa acontecendo aqui!”, gritava Brenni chamando a atenção do grupo.

Dentro da casa era possível ouvir sons de duelo vindo do porão, vindos de uma escada que levava para baixo. Os sons eram de espadas se batendo, até serem silenciados por um gemido e um baque.

Descendendo as escadas, os cadetes terminam em uma extensão do porão onde veem a figura do marquês Bartholomeu, capturado, ferido e exausto, acorrentado à parede por pesados grilhões, bem como um soldado em armadura de couro, e um cavaleiro sentado, ambos mortos recentemente. Por fim, no centro da sala, com armadura respingada de sangue e espada apontada para o grupo, estava o Comandante Algus, seu olhar firme para o grupo que se armava.

“Nem um passo”, dizia Algus.

“Como ousa nos ameaçar, plebeu?”, rosnava Reiny, que tencionava sacar a arma mas era interrompido por Roderic.

“O marquês está a salvo. Vocês estão livres para levá-lo de volta para a Ordem.”

“E o que deseja em troca?”, diz sério Roderic.

“De certo estás a brincar. Ele não está em posição de negociar”, exclama Brenni.

“O sequestro do marquês foi um ato mal-concebido. Tais métodos covardes não fazem jus à nossa organização. Deixem-me partir, e poderão tê-lo, são e salvo. Uma barganha justa”, respondia o capitão, ainda com espada encantada em punho.

Reiny preparava-se para dizer algo, mas é interrompido por Ian. “Basta Reiny, ele diz a verdade.”

“Está livre para ir, comandante”, responde Roderic.

“Por que não acabamos com isso aqui Roderic?”, pergunta Reiny, a contragosto abrindo caminho para o comandante.

“A Brigada está acabada de um jeito ou de outro. Além disso não há nada a ser ganho com um embate aqui.”

O grupo e o comandante se circulam, lentamente trocando de lado na sala. Mildred esboça uma reação quando os dedos passam sobre uma faca de arremesso, mas ela para, sua honra falando mais alto.

O comandante da Brigada foge então, enquanto os cadetes libertam um cansado Príncipe de Mithril de seus grilhões, que lhes agradece profusamente e informa que a Ordem do Grifo estará a disposição da Ordem das Lâminas Gêmeas para acabar com essa ameaça. Mesmo exausto, o homem pede para ser levado com celeridade para Blackfen.

Bartholomeu Darney






***

Mansão Calhart, Cidade de Nigallin - Nigallin - Rei 14 de 588E


“Que tipo de loucura possuiste a vós para abandonar vossa posição a fim de fazer uma viagem ao deserto???”, esbravejava Lord Vincent Calhart especialmente para Roderic, mas também para todos os outros cadetes ali presentes. Faz-se silêncio na sala. “Essa não é a resposta que eu procuro. Fale, e seja rápido”, completava.

“Lorde irmão, tencionávamos apenas ajudar...” começa a responder Roderic, que logo é interrompido pelo irmão.

“Posso lhe fazer uma pergunta, Roderic? A que propósito servem as leis se aqueles que as defendem não se importam com elas??? Defender o governo da lei é o dever solene de um cavaleiro. Cabe a nós, como Calharts, portar o peso do exemplo”, diz ele, apontando para seus companheiros de famílias menores. “É tua intenção viver à altura de seu nome, ou arrasta-lo para a lama junto de ti???”

“Eu acredito que já disse o suficiente, não Vincent?”, diz outra voz ao entrar na sala. Com o porte de um Rei entra pelo recinto o próprio Duque Igor Volstan. Os cadetes rapidamente caem de joelhos perante seu lorde, inclusive Reiny, que inicialmente não sabendo quem era demora um pouco mais para fazê-lo.

“Tu não deves ignorar os fins para reclamar dos meios. O resgate do marquês não foi um feito pequeno. Homens jovens são assim, impetuosidade é a forma deles fazerem grandes feitos. Lembre-te que um dia já fomos como eles; jovens.”, completa o poderoso nobre.

“Mimá-los lhe é um desserviço, majestade”, rola os olhos Vincent.

“Então tu és o irmão mais novo de Vincent. Levante-se, filho de Nigallin”, diz o Duque para Roderic, que prontamente se levanta.

“De fato, tu és o verdadeiro fantasma de Sigrard. Teus olhos queimam com a chama dele”, diz, em um sorriso, recebendo os agradecimentos do jovem. “Tal força e vitalidade seria desperdiçada no topo das muralhas de um castelo”, completa, olhando firme para Vincent, que logo compreende o recado.

O estrategista verifica alguns papeis em sua mesa e logo volta-se para o caçula. “Nossa campanha contra a brigada aproxima-se do fim. Eu permitirei que junte-se a esse último estágio. Golpes coordenados serão feitos em diversos de seus covis em não muito tempo, tencionando esmagá-los de uma vez por todas”, respira fundo e então fixa-se nos olhos do irmão. “Tu liderarás um desses ataques. Aguarde ordens de nosso irmão. Dispensados.”


 Igor Volstan
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Os cadetes recebem recompensas de seus senhores. Primeiro, Roderic poderá liderar uma das investidas dos Dias Sangrentos, os três dias principais da última investida contra a Brigada. Em segundo lugar recebem medalhas de Honra por serviços além do esperado de soldados de sua posição. Em terceiro recebem uma pequena recompensa de duzentas e cinquenta moedas de ouro cada, dadas pelo próprio Bartholomeu, uma pequena fortuna. E, finalmente, o Duque lhes informa, serão feitos em Cavaleiros tão logo a campanha acabe. Com dois dias para o embate, eles se preparam.

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Os Bosques de Orgron - Nigallin - Rei 14 de 588E

Liderando uma força de perto de duas dúzias de homens montados, Roderic guia seus companheiros para a batalha ao norte de Nigallin. Encurralando as forças da Brigada na velha floresta dos povos antigos, seus números superiores e o poder de seus cavalos fazem a diferença contra tropas cansadas e sem apoio.

As forças da Brigada talvez juntavam-se a três dúzias, mas a falta de equipamento, alimento, descanso e suporte adequado lhes significa imediata desvantagem. Mas uma figura se mostra diferente entre as massas de soldados. Uma cavaleira em armadura completa, lutando bravamente com uma espada mágica numa mão e uma lança na outra, lança tomada de um cavaleiro recém-derrotado, com a bandeira da Ordem manchada e parcialmente rasgada, uma visão que incita terror no coração dos inimigos, ela é Gillian Bertson, irmã de Algus Bertson, comandante da Ordem.

Mesmo ferida a guerreira luta ferozmente, enfrentando em duelo dos cavaleiros ao mesmo tempo e saindo vitoriosa. Mas mesmo toda sua bravura é incapaz de derrotar uma tropa inteira, e alvejada por três flechas é forçada para fora do campo de batalha por seus homens, que a forçam a partir em retirada junto de uma meia dúzia.

Reiny vê a oportunidade, e enquanto os cavaleiros da Ordem terminam a batalha contra os soldados rasos cavalga em direção a Roderic, acenando para que vão atrás dela. O jovem Calhart aceita a carona do soldado de Honorest e com uma ordem rápida comanda os cadetes à partirem para trás da guerreira, seja para capturá-la ou matá-la.